Muitas mulheres chegam ao consultório descrevendo uma sensação que não sabem bem como nomear. Algo mudou na região íntima depois do parto ou com a chegada da menopausa, e isso está afetando o prazer, a autoestima e até a relação com o próprio corpo.
O que elas descrevem tem nome: frouxidão vaginal. Essa condição ocorre quando os tecidos e os músculos do canal vaginal perdem tônus e elasticidade. Isso pode acontecer após partos vaginais, com o envelhecimento natural ou durante a menopausa, quando a queda do estrogênio reduz a produção de colágeno e fragiliza a mucosa.
O resultado é uma sensação de alargamento que pode diminuir a satisfação sexual, reduzir a sensibilidade e, em alguns casos, vir acompanhada de incontinência urinária leve. E, ao contrário do que muitas acreditam, não é algo que precisa ser aceito como inevitável. O laser e a radiofrequência são alternativas para tratar com segurança. Entenda!
Como o laser íntimo age sobre os tecidos vaginais
O laser de CO2 fracionado é uma das tecnologias mais utilizadas na ginecologia regenerativa justamente porque age diretamente na causa do problema. Ao estimular a produção de colágeno e elastina nos tecidos da mucosa vaginal, ele promove uma regeneração progressiva da região.
O canal vaginal recupera firmeza, a lubrificação melhora e a sensibilidade pode ser restaurada de forma gradual. O procedimento é realizado em consultório, com anestesia tópica, e não exige internação. Além disso, a recuperação é rápida, e os resultados vão se aprofundando ao longo das semanas seguintes às sessões.
O papel da radiofrequência no tratamento da frouxidão vaginal
A radiofrequência ginecológica funciona por um mecanismo diferente, mas com objetivo semelhante: aquecer as camadas internas do tecido vaginal para estimular a reorganização das fibras de colágeno e melhorar o tônus da região. Mulheres com queixa de frouxidão vaginal após o parto podem ter melhora significativa já no primeiro mês de tratamento com radiofrequência.
Outra informação interessante é que a radiofrequência pode ser comparada ao treinamento dos músculos do assoalho pélvico. Isso porque ela também demonstra melhora nos sintomas vaginais, urinários e na função sexual, sendo uma opção terapêutica segura e eficaz no curto prazo.
Qual tratamento é mais indicado para cada caso
A escolha entre laser, radiofrequência ou uma abordagem combinada depende do histórico da paciente, da intensidade dos sintomas e dos objetivos do tratamento. Mulheres no pós-parto imediato, por exemplo, precisam aguardar a cicatrização completa antes de iniciar qualquer procedimento.
Já mulheres na menopausa, com queixas de secura e perda de sensibilidade associadas à frouxidão, costumam se beneficiar muito de protocolos que combinam as duas tecnologias. Em alguns casos, a fisioterapia pélvica é parte fundamental do plano terapêutico, atuando em sinergia com os procedimentos.
Frouxidão vaginal tem tratamento, e esse tratamento é seguro, minimamente invasivo e cada vez mais respaldado pela ciência.
Se você se identificou com algum dos sintomas que descrevi aqui, agende uma consulta para que possamos conversar sobre o que faz mais sentido para o seu momento!