Principais mitos sobre o ressecamento vaginal

O ressecamento vaginal é uma queixa muito comum e, ao mesmo tempo, uma das mais silenciadas. Muitas mulheres convivem com desconforto, dor durante as relações sexuais e ardência sem buscar ajuda, seja por vergonha, seja porque acreditam que é assim mesmo.

Saber o que está por trás desse sintoma é o primeiro passo para tratar de verdade. Continue a leitura e entenda os principais mitos sobre o tema.

Mito 1: ressecamento vaginal só acontece na menopausa

Esse é um dos equívocos mais frequentes. A queda do estrogênio, principal responsável pela lubrificação vaginal, pode ocorrer em diferentes fases da vida, não apenas no climatério.

Mulheres que amamentam, que fazem uso de anticoncepcionais hormonais, que passaram por tratamentos oncológicos ou que vivem sob estresse intenso podem apresentar o mesmo quadro. Causas como uso de anti-histamínicos, antidepressivos e duchas vaginais frequentes também contribuem para o ressecamento, independentemente da idade.

Mito 2: é um problema estético, não clínico

Ressecamento vaginal não é questão de estética e sim de saúde. A mucosa vaginal saudável depende de estrogênio para se manter hidratada, elástica e com pH equilibrado. Quando há déficit hormonal prolongado, ocorre o que chamamos de atrofia vaginal ou, pela nomenclatura mais atual, síndrome geniturinária da menopausa.

Essa condição está associada a infecções urinárias de repetição, dor na relação sexual, diminuição da libido e até alterações no assoalho pélvico.

O tratamento com laser de CO₂ fracionado melhora significativamente a lubrificação e a qualidade da mucosa vaginal, com resultados sustentados ao longo do tempo. Isso mostra que existem opções terapêuticas eficazes além da reposição hormonal, especialmente para mulheres com contraindicações ao tratamento sistêmico.

Mito 3: lubrificante resolve o problema

Lubrificantes são bem-vindos, mas tratam o sintoma, não a causa. Se o ressecamento é persistente e acompanhado de ardência, dor ou infecções frequentes, o uso isolado de lubrificante não é suficiente.

A mucosa precisa de suporte para se regenerar, e existem abordagens específicas para isso, como o laser íntimo, a radiofrequência e, em alguns casos, a terapia hormonal local ou sistêmica. No entanto, a escolha do tratamento depende da causa, da intensidade dos sintomas e do histórico da paciente.

Nenhuma mulher precisa normalizar o ressecamento vaginal ou qualquer outro desconforto íntimo. Se você quer mais conteúdos importantes para sua saúde, siga meu perfil no Instagram e fique por dentro das novidades!