A frouxidão vaginal é uma condição mais comum do que se imagina e mais silenciosa do que deveria ser. Ela ocorre quando as paredes e os tecidos do canal vaginal perdem elasticidade e tônus muscular, resultando em uma sensação de alargamento da região.
Embora muitas mulheres notem essa mudança, poucas buscam ajuda, seja por desconhecimento de que existe tratamento, seja pela vergonha que ainda envolve o tema. No entanto, a medicina avançou muito nessa área, e hoje há soluções eficazes, seguras e minimamente invasivas para tratar e reverter esse quadro.
Quais são as causas da frouxidão vaginal?
A causa mais conhecida para essa condição é o parto vaginal. Isso porque, durante o trabalho de parto, os tecidos do canal vaginal são submetidos a um estiramento intenso, que pode comprometer permanentemente a elasticidade da região. Quanto maior o bebê ou o número de partos, maior tende a ser o impacto.
Mas o parto não é o único fator. O envelhecimento natural, a queda dos níveis de estrogênio na menopausa e até predisposições genéticas também contribuem para a perda de colágeno e elastina nos tecidos vaginais. Outras situações como sobrepeso, sedentarismo e cirurgias ginecológicas anteriores podem acelerar esse processo. Em muitos casos, mais de um fator está presente ao mesmo tempo.
Quais são as consequências e como isso impacta a vida da mulher?
A frouxidão vaginal raramente é apenas uma questão estética. Ela afeta diretamente a qualidade de vida, a autoestima e a vida sexual. Muitas mulheres relatam diminuição da sensibilidade durante as relações, redução do prazer e insatisfação sexual. Esses fatores podem gerar insegurança, afastamento da intimidade e impacto emocional significativo.
Além disso, o enfraquecimento do assoalho pélvico associado à frouxidão vaginal pode contribuir para sintomas urinários como perdas involuntárias de urina, principalmente durante esforços físicos, tosse ou espirros. O que começa como um desconforto pode, ao longo do tempo, limitar atividades do dia a dia e comprometer a saúde íntima de forma mais ampla.
Como o laser e a radiofrequência podem ajudar?
Hoje, existem duas tecnologias que se destacam no tratamento não cirúrgico da frouxidão vaginal: o laser íntimo e a radiofrequência ginecológica. Ambas atuam estimulando a produção de colágeno e elastina nos tecidos vaginais, promovendo a renovação estrutural da região sem necessidade de cortes ou internamento.
O laser de CO₂ fracionado age na mucosa vaginal, aquecendo as camadas internas do tecido e desencadeando um processo natural de regeneração. Já a radiofrequência utiliza ondas eletromagnéticas convertidas em calor para penetrar nos tecidos mais profundos, melhorando a firmeza, a lubrificação e o tônus vaginal.
Um estudo de Millheiser et al. (2010), publicado no Journal of Sexual Medicine, avaliou o uso da radiofrequência em mulheres com frouxidão vaginal pós-parto. Assim, percebeu-se melhora autorrelatada na sensação de aperto em 87% das participantes após seis meses de tratamento.
Além disso, o estudo mostrou que o tratamento trouxe melhora significativa na função sexual e redução do desconforto. Os procedimentos foram bem tolerados, sem necessidade de anestesia ou eventos adversos relevantes.
Os tratamentos são realizados em consultório, com retorno rápido às atividades. Dependendo do caso, podem ser indicados de forma isolada ou combinados em um protocolo personalizado. Por isso, a avaliação médica individualizada é indispensável antes de qualquer decisão.
Você não precisa conviver com isso
A frouxidão vaginal tem solução! Se você se identifica com algum dos sintomas mencionados aqui, saiba que buscar ajuda é um ato de cuidado com seu corpo, sua autoestima e sua qualidade de vida. O primeiro passo é uma avaliação para entender qual abordagem faz mais sentido para o seu caso.
Agende sua consulta e dê início a esse cuidado com quem entende do assunto.